Políticas do Corpo

Uma série de conversas onde artistas refletem sobre as implicações políticas do seu trabalho em dança ou perfomance.

Um espaço para pensar a relação entre as artes do corpo e  seus entornos.

Programação das Quartas- Feiras, viagra sempre às 20h:

01 de agosto-  Arte, Dança e Saúde. Discussão sobre  as  dificuldades e potências da produção artística  que trabalha e vive a realidade da deficiência física, mental ou psicológica. Participação de Paula Gorini, Carla Strachmann, Julio Sergio Vertzman e convidados.

29 de agosto–  mercado de trabalho e oportunidades para dança profissional no Brasil. Fabiano Carneiro (FUNARTE) e mais convidados especiais.

Edições Passadas:

Dia 30/05 às 20h

O contexto do ensino da dança no Rio de Janeiro. Trocas entre experiências formais, informais e universitárias.

Palestrantes: Angel Vianna(Faculdade Angel Vianna) , Esther Weitzman , Angela Ferreira (Centro Universitário da Cidade) e Marcus Vinicius Machado (UFRJ).

Angel Vianna, bailarina, professora, coreógrafa, Diretora da Escola e da Faculdade Angel Vianna,

Esther Weitzman é especialista em Arte e Filosofia (PUC/RJ, 2006), formada em dança pela Escola Angel Vianna e em Educação Física pela Universidade Gama Filho (1987). Atualmente, integra o corpo docente do Curso de Licenciatura em Dança e do Curso de Teatro da UniverCidade (RJ) além de ser professora de dança contemporânea na PUC/RJ. Em 1999, criou a Esther Weitzman Companhia de Dança, firmando-se como coreógrafa no cenário da dança brasileira. Fundou, em 1992, o Studio Casa de Pedra – Centro de Educação e Arte do Movimento. No momento está em cartaz no EspaçoSesc com seu novo trabalho “O tempo do meio”.

Ângela Ferreira – mestre e coordenadora Pedagógica dos Cursos  de Licenciatura e Pós Graduação em Dança da UniverCidade e do Curso Técnico de Formação de Bailarinos do Centro de Dança Rio

Marcus Vinicius Machado de Almeida. Doutor em Pedagogia do Movimento (Unicamp) e Mestre em Artes Visuais (UFRJ). Curso Técnico de Dança Contemporânea pela FAV e Licenciado em dança pela Universidade. Professor Adjunto do Departamento de Artes Corporais (Graduações em Dança, Bacharelado, Teoria e Licenciatura) e da Graduação de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina – UFRJ.
Dia 25/04 às 20hrs

 

Kleber Lourenço e alguns integrantes da Rede de Novos Coreógrafos Negros de Dança Contemporânea do Rio de Janeiro como André Bern, Monica da Costa, Morena Paiva, Vitor D’Olive, Italmar Vasconcelos e  Diego Dantas, conduzirão uma noite de discussões sobre os lugares ocupados por artistas negros (as) brasileiros (as) e pelas danças negras na dança contemporânea brasileira.

Trata-se de uma iniciativa que visa mobilizar agentes da classe para a necessidade de pensar bem sobre isso, olhar para si, e a partir daí buscar transform-ações.

Nas palavras do próprio Kleber Lourenço:

”  Penso nesse momento do bate-papo, primeiramente, como um espaço de conhecimento/reconhecimento de outros artistas, de aproximação de idéias, de geografias…o Trânsito geográfico e o trânsito entre linguagens, tanto na formação do artista quanto na construção da cena, são assuntos bem importantes na minha trajetória. Nestes deslocamentos me reconheço como corpo e como identidade: negro, gay, nordestino, etc… Assim, imagino que possamos começar com depoimentos de nossas trajetórias artísticas e pessoais, para percebermos onde elas se tocam e se assemelham. Cada um falar, de como atuam em relação a este tema maior, que é a política do corpo ou de um corpo político. Nisto, com certeza, iremos ter como sub-temas: a identidade, a formação, os trânsitos, a especialização, a circulação e o fortalecimento em rede.”

Quem quiser conhecer um pouco mais da Rede de Novos Coreógrafos Negros de Dança Contemporânea do Rio de Janeiro , segue aqui a Carta de Apresentaçao da rede de coreografos negros de dança contemporânea , confeccionada por eles, a  partir de uma série de encontros com outros coreógrafos e criadores afro-descendentes do Rio de Janeiro e de outras regiões do Brasil.

A Rede de Novos Coreógrafos Negros em Dança Contemporânea se formou em Novembro de 2011, com inquietaçoes referentes aos lugares pré-estabelecidos para corpos e artistas negros na dança contemporânea, especialmente na dança contemporanea brasileira.
Deste ponto, a Rede tem se movido no sentido de ocupar espaços, mudar fazeres, pensamentos, sentidos e  processos de invisibilizaçao e rotulaçoes entre nós e com o outro.
Desde janeiro de 2012, vem buscando e concretizando diálogos com instâncias publicas e privadas da cena da dança brasileira e carioca, seus gestores (as), curadores (as) e diretores (as), tais como a Coordenaçao de Dança da FUNARTE, Gerencia de Dança da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Festival Panorama de Dança, Fundaçao Palmares. E simultaneamente tem construído seus próprios projetos.
Atualmente é formada por Andre Bern, Diego Dantas, Italmar Vasconcelos, Monica da Costa, Morena Paiva, Wagner Carvalho -como grande incentivador, correspondente e participante da gênese da Rede – com apoios de colegas como Julio Rocha (Rio de Janeiro), Luciane Ramos e Franciane de Paula (Sao Paulo), Jesse Oliveira (Porto Alegre), Gil Amancio, Gabi Guerra e Marise Dinis (Belo Horizonte), Simone Gomes (Salvador), Rose Mara Silva (Curitiba), dentre outras (os).

Dia 09 de maio,às 20hrs:  Mesa performática bizarra: corpo, politicidade e performance

Com Ricardo Marinelli e convidados.

A idéia é que as falas, para além de palestras, caracterizem uma fala performativa, uma ação que alie a apresentação de conceitos, posições políticas e/ou contextualizações históricas com uma atitude contextual performativa.

Algumas questões que serão apresentadas e debatidas nas mesas:

Relações que podem se estabelecer entre obras de arte e a defesa da livre orientação sexual, revelando possíveis conexões entre militância social e produção artística;

Discussão do potencial problematizador  da arte no combate às opressões sexuais; Relações entre corpo, padrões de beleza e atitude  performática;

A preocupante onda de renovação do conservadorismo na arte brasileira;

Arte e contravenção na história;

Desafios para o ensino em artes performáticas no combate ao heterossexismo e a homofobia;

Possíveis transgressões dos padrões heteronormativos das/nas  práticas corporais através da dança, do teatro e da performance.